domingo, 25 de novembro de 2012

Receita de mãe: aprendendo a repartir o pão


Na semana passada, falamos aqui sobre o real sentido do Natal e a importância da doação. Eu realmente acho que doar tem um valor enorme para quem recebe e, principalmente, para quem faz. Este ano, com uma filha de três anos e meio, começamos a conversar com mais frequência aqui em casa sobre a importância de repartir o que temos demais com quem não tem (quase) nada. Na prática, a mensagem é essa, só que trabalhada de uma maneira compreensível para a nossa pequena.

E ela aprende rápido. A escola também ajuda e, vez por outra, ela toma a iniciativa e diz assim: “mamãe, eu vou separar isso aqui para dar para os amiguinhos que não podem comprar”. Enfim, acho que estamos num bom caminho, felizes por poder exercitar o desapego junto com ela e por, desde cedo, mostrar que as diferenças sociais às vezes dão um nó na nossa garganta, mas a gente pode ajudar.

Este post não tem, necessariamente, uma relação direta com o Natal. Estou apenas usando a fartura da época das festas e trocas de presentes como mote. A rigor, ser solidário e dividir um pouco daquilo que acumulamos (e que, muitas vezes, fica encostado num canto, sem uso) pode ser muito gratificante.


Não falo aqui em amenizar a ‘culpa social’ que todos nós temos diante de tantas desigualdades. Falo, sim, de duas palavras que devem (ou deveriam) caminhar juntas: privilégio (por ter uma família, saúde, educação, amigos, lazer e estrutura emocional para tocar a vida) e gratidão (à vida, aos nossos pais, aos amigos e aos professores que nos servem de exemplo ao longo da nossa caminhada).

Viver é um privilégio. Sejamos gratos repartindo o pão.

* Mais uma vez, me apresento: sou Júlia, uma jornalista de mais de 30 anos, casada e mãe de uma menina. Se você tem roupas, livros e brinquedos usados que ainda possam ser aproveitados por outras pessoas, bote a mão na massa: organize tudo de maneira digna (se for preciso, limpe/lave as peças antes de doa-las) e entregue em uma igreja, centro espírita, instituição de caridade, creche, abrigo, clube de mães ou associação comunitária. Se for possível, participe ainda mais, acompanhando a doação in loco. Você vai ver como vale à pena!

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