sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Receita de sexta: pra quando o carnaval chegar.


Tesoura, dobradiça, locomotiva, fogareiro, capoeira, mola, corrupio. Levante a mão agora quem nunca se arriscou nos passos dessa dança centenária, o Frevo. São mais de 120 passos catalogados em 105 anos de idade comemorados ontem, 9 de fevereiro. O passo, a dança do frevo, surgiu aqui em Recife, de origem na capoeira. O termo vem ferver, efervecência, confusão, rebuliço. Mas de dança eu não entendo nada. Quero falar da música.

De rua, de bloco ou canção, levante a outra mão agora quem nunca entoou um "volteeeeei recife", um "ao som dos clarins de momo", um "madeeeeiras do rosarinho" ou até mesmo um "pa pa pa pa... parará parará" do ceroula. É amigo, o frevo está no nosso sangue. O problema é que tem gente que não aguenta mais escutar as mesmas coisas. "É o mesmo 'pó pó pó pó' todo ano", dizem alguns.

Então chega de regravações. Chega de mais do mesmo. Vamos produzir coisas novas. Novas canções, novos compositores, novos personagens. Já temos coisas boas por aí. Vamos valorizar pra não deixar o ritmo centenário com essa sensação de peça do museu musical pernambucano.

Como aperitivo, dois frevos novos (2011 e 2007). Vai escutando aí e treinando o passo pra quando o carnaval chegar. Evoé!



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